quarta-feira, 17 de abril de 2013

A Galinha Pintadinha


Criadores: Juliano Prado e Marcos Luporini

Data do vídeo: 28 de dezembro de 2006

História: A Galinha Pintadinha é um projeto infantil criado pelos publicitários Juliano Prado e Marcos Luporini, decidiram adicionar a animação no site YouTube para apresentação a alguns produtores de um canal infantil de São Paulo, pois não teriam como comparecer a reunião. Os executivos não aprovaram o vídeo, e a ideia inicial não vingou. Porém seis meses depois, a dupla, que não havia removido o vídeo do site, percebeu que o número de visualizações estava bastante expressivo, cerca de 500.000.


Percebendo a possibilidade de sucesso, o projeto seguiu adiante então com a criação do DVD "Galinha Pintadinha e sua turma", que contava com animações em 2D com personagens infantis e músicas de domínio público. 
Com o sucesso dos DVDs, nos últimos tempos o projeto também se focou na venda de outros produtos como pelúcias, jogos, livros e aplicativos para smartphones.
Além do show lúdico "Galinha Pintadinha Turnê Oficial", o projeto também chegou ao palco dos musicais, com o "Galinha Pintadinha o Musical.O Musical conta com a direção de Ernesto Piccolo, que já foi indicado duas vezes para o prêmio Shell.


Link:

http://www.youtube.com/watch?v=1i7p0vTGcBk&list=UUBAb_DK4GYZqZR9MFA7y2Xg&index=28

domingo, 24 de abril de 2011

Crítica - "Pânico 4"

Confesso que torci o nariz quando soube que haveria um quarto capítulo da franquia "Pânico". Talvez por achar que ela já havia perdido o fôlego no seu último episódio e que o roteirista Kevin Williamson já tinha se esgostado ao errar a mão em se aventurar por outros suspenses adolescentes. Mas como na vida nada é impossível, o quarto capítulo se renovou ao trazer uma trama, que 10 anos depois do último filme, mostrou um roteiro voltado para a nova geração. O enredo é o mesmo, o elenco também. Sidney(Neve Campbel) agora é uma escritora famosa, assim como Gale Waethers(Courtney Cox) que criou uma saga de livros baseada nos massacres dos filmes anteriores e casada com  Dewey(David Arquette) há uma década. Quando um incidente envolve que Jill, prima de Sidney(Emma Roberts), todos os veterenos voltam à ativa. De início vemos o bom e velho humor de metalinguagem, do qual o roteiro brinca zombando da sua própria condição de ser uma continuação que precisa superar os anteriores. Em suma, Pânico 4 torna-se eficiente ao trazer uma trama que na sua resolução mostra uma força de vontade admirável tentar ao entender as novas tendências que criam uma verossimilhança com o cenário atual dos serial killers que cada vez mais mostram-se atraídos por uma espetacularizaçao da violência do que pelo próprio desejo de matar. Algo que desmistifica muitos dos clichês criados nos filmes de terror, inclusive aquele que traz a heroína sobrevivente como o único foco do assassino, como uma versão sádica de Tom e Jerry já explorada a exaustão. Uma diversão que para a minha alegria, no final de sua projeção não soa descerebrada.

nota: 7,5


João Carlos.

terça-feira, 29 de março de 2011

Piranha


Correndo o risco de perder a credibilidade e até mesmo o respeito dos nossos leitores, esse aspirante à cineasta vem por meio deste elogiar este ótimo “Piranha”.

O filme (para quem não assistia ao SBT nos anos 90) é um remake do clássico de 1978 dirigido por Roger Corman, conhecido como “Rei dos filmes B”.

Este novo “Piranha” é dirigido pelo francês Alexandre Aja (do péssimo “Espelhos do Medo”) e tem a mesma premissa do original de 78, ou seja, piranhas assassinas. O resto é história.

Definitivamente “Piranha” não é o filme que você veria ser aclamado pela crítica, do contrário é provável que ele esteja no Framboesa de Ouro de piores do ano, ele vai mal em tudo, do roteiro a edição, um verdadeiro trash! Mas e a parte do “elogiar este ótimo “Piranha”“ dita no começo desta crítica?! Como eu disse o filme é trash, porém, no melhor sentido da palavra.

“Piranha” é pura diversão que em nada lembra o original, a não ser pelo nome. O mesmo abusa da carnificina com suas sequências repletas de sangue e mutilações, é o típico filme que de tão ruim acaba por se tornar bom. Só lamento o fato de não ter tido a oportunidade (vulgo, vontade) de ter assistido a versão 3D nos cinemas que deve ter sido no mínimo divertida. Se Cinema é diversão e entretenimento, “Piranha” cumpre a missão.

Resta agora aguardar a sequência já confirmada para este ano, também em 3D!


Nota: 7,5

Felipe Ramires

sexta-feira, 25 de março de 2011

Não me abandone jamais

Dirigido por Mark Romanek, mais conhecido por seus trabalhos como diretor de videoclipes, “Não me abandone jamais” é a adaptação para o cinema do livro “Time” (no original) de Kazuo Ishiguro).

O filme começa na infância dos 3 personagens principais: Kathy, Ruth e Tommy interpretados na idade adulta respectivamente por Carey Mulligan, Keira Knightley e Andrew Garfield. Os mesmos vivem em uma espécie de internato junto com outras crianças onde recebem educação de forma regrada e autoritária como em qualquer outro internato, exceto por um detalhe, as crianças estão designadas a viver uma vida que já lhes foi toda planejada tendo como destino um triste e macabro fim.

Com uma direção que preza pela beleza e simplicidade das imagens, “Não me abandone jamais” é um filme tecnicamente impecável, fazendo uma pintura nas telas com a leveza com que é tratada a imagem, mérito da bela fotografia ora iluminada como uma pintura simbolista, ora fria criando um clima mais intimista, tudo isso realçado pelos figurinos em que predominam as cores frias, principalmente o cinza, que só reforçam o clima melancólico do filme. A trilha sonora se encaixa perfeitamente com o drama dos personagens traçando um misto de dolência e melancolia como num fado. O grande mérito de “Não me abandone jamais” é não se tornar melodramático, fato que nas mãos erradas era fácil de acontecer, mas com o roteiro eficiente de Alex Garland o filme torna-se delicado e poético sem ser chato ou mesmo vazio.

Um dos maiores acertos de “Não me abandone jamais” é sem dúvida alguma a escolha do elenco sem exceção de nenhum personagem, nem mesmo os secundários. Todos desempenham muito bem seus papeis em especial Carey Mulligan, que nos brinda mais uma vez com uma atuação brilhante se firmando como um dos nomes mais talentosos da atualidade.

“Não me abandone jamais” só reforça o conceito de que no cinema, por vezes, “menos é mais”.

nota: 8,5

quinta-feira, 24 de março de 2011

Enterrado vivo


É bem provável que filmes com enredos que se passam num único ambiente tendem a ser claustrofóbicos, mas nada se compara a esse “Enterrado vivo”. Tal proposta já rendeu ótimos longas, como o excelente suspense independente “Cubo”. Dirigido pelo ótimo Rodrigo Cortés, o filme trata de um homem que, como o próprio título diz, é enterrado vivo e tenta lutar pela vida de todas as maneiras possíveis, porém essa façanha não depende só dele. Falar mais estragaria as surpresas do filme. Nas mãos de um diretor não muito habilidoso poderia resultar numa bomba, mas nas mãos de Cortés o filme torna-se um espetáculo que tem como maestro um roteiro bem amarrado que mantém a unidade dramática sem apelar para flashbacks ou para cenas externas, mantendo durante toda a projeção o foco no sofrimento do personagem de Ryan Reynolds. Algo que só é conseguido graças à ótima exposição de idéias através de diálogos bem construídos e da ótima composição de cena. Para manter o ritmo eletrizante do longa, o diretor optou por uma trilha sonora que dá ação às cenas e por uma câmera que vai muito além do espaço delimitado pelo roteiro. Ora vê-se um close-up no rosto de Ryan, ora a câmera aponta para um zoom out dando uma sensação de profundidade e agonia. Além da fotografia heterogênea que se constrói graças às inúmeras maneiras que o caixão é iluminado, alternando-se entre a luz de um celular, uma lâmpada fluorescente e uma lanterna. Uma verdadeira aula de como uma idéia aparentemente simples pode resultar num filme memorável.
nota: 9,0